quinta-feira, 16 de julho de 2026


Uma breve atualização do blog com umas fotos de uns peixes tirados com passeantes, amostras de pala e jigs.
Quem faz spinning na Madeira sabe bem que há dias em que o mar parece deserto, mas quando o peixe entra a adrenalina compensa cada hora perdida de lançamentos no vazio. Nesta semana decidi arriscar um amanhecer daqueles em que a maré e o vento pareciam bater no ponto certo para os pelágicos encostarem. O objetivo estava bem traçado: bicudas, anchovas ou, com alguma sorte algum charuteiro.
Ainda o sol não tinha rompido e já estava a meter à água um jerkbait. Para as bicudas da Madeira, a pescaria á noite e ao romper do dia , nas primeiras luzes, pede mesmo amostras esguias. Não demorou muito. Ao terceiro ou quarto lançamento, sinto um toque seco no meio da recuperação linear. Cravei com força e a cana dobrou logo — a clássica cabeçada da bicuda que, depois de perceber o que se passou dá aquele arranque característico. Não era um monstro, mas era um peixe bom para abrir as hostilidades.